Grão inteiro no esterco: quanto isso custa por ano na sua fazenda? 

Em muitas propriedades, a cena é tão comum que deixou de causar estranhamento. O gado se alimenta, a silagem parece “boa”, e no dia seguinte os grãos de milho aparecem inteiros no esterco. Alguns brincam dizendo que estão “tratando os pombos”. Outros simplesmente aceitam como parte do processo. 

O problema é que isso não é normal. 
É prejuízo. 

E pior: é um prejuízo silencioso, diário e acumulativo. 

O milho mais caro é o que não vira nutrição 

Produzir milho de qualidade custa caro. Semente, fertilizante, defensivo, manejo, máquina, diesel, tempo. Quando esse milho entra na forrageira, ele já é um dos insumos mais caros da propriedade. 

Se o grão sai inteiro do outro lado, toda essa energia passa direto pelo animal sem ser aproveitada. O que deveria virar leite ou ganho de peso vira esterco. 

Não é figura de linguagem. É amido não digerido. 

O erro de tratar o problema como “normal” 

Durante décadas, o mercado ensinou o produtor a conviver com isso. A lógica foi simples e equivocada: “é assim mesmo”, “máquina tratorizada não processa grão”, “se quiser melhor, só com autopropelida”. 

O resultado foi uma geração inteira de produtores que investe pesado na lavoura e perde dinheiro justamente no momento mais crítico: a colheita. 

Grão inteiro no esterco não é detalhe técnico. 
É sintoma de uma máquina que não consegue transformar alimento em nutrição. 

Diminuir o tamanho do picado não resolve 

Uma reação comum ao ver grãos inteiros é tentar compensar no ajuste do corte. Picado mais curto, faca mais fechada, tentativa de “moer” o milho no impacto. 

Isso não resolve o problema. 
Só cria outros. 

Picado excessivamente curto prejudica a fibra efetiva, afeta a ruminação e não garante a destruição do grão. O milho continua passando quase intacto, só que agora misturado a uma silagem pior do ponto de vista ruminal. 

Processar grão não é cortar menor. 
É destruir a estrutura do grão. 

O que realmente elimina o desperdício 

Para que o amido seja aproveitado, o grão precisa ser efetivamente processado. Isso exige um processador de grãos de verdade, com rolos, pressão adequada e diferença de rotação suficiente para cisalhar o milho, não apenas achatá-lo. 

Quando isso acontece, o resultado é visível. 
O grão desaparece do esterco. 
A eficiência alimentar sobe. 
A produção responde. 

É comum ver incrementos de produção de 2 a 3 litros de leite por vaca ao dia usando o mesmo milho, a mesma área e o mesmo rebanho. Não porque o produtor passou a gastar mais, mas porque finalmente parou de desperdiçar o que já produzia. 

Faça a conta antes de aceitar o prejuízo 

Pegue um rebanho simples como exemplo. 
50 vacas em lactação. 
Um ganho conservador de 1 litro por vaca ao dia graças ao melhor aproveitamento do amido. 

São 50 litros a mais todos os dias. 
Todos os meses. 
Todos os anos. 

Agora volte ao esterco e olhe novamente para os grãos inteiros. Aquilo não é resíduo inevitável. É dinheiro que nunca chegou ao tanque. 

Aceitar o desperdício é uma escolha 

Grão inteiro no esterco não é um problema pequeno. 
É apenas um problema ao qual o produtor foi condicionado a se acostumar. 

Hoje existem máquinas projetadas para eliminar esse desperdício. Não por adaptação, mas por projeto. Quando a colheita passa a respeitar o valor do milho que entra na máquina, a silagem deixa de ser um custo inevitável e passa a ser uma ferramenta de lucro. 

A pergunta que fica é simples: 

Você vai continuar tratando os pombos 
ou vai transformar milho em resultado? 

Ver grão inteiro no esterco é comum. Ver grão realmente processado em campo é outra história. 

▶️ Assista a Serena 130T operando e veja como o processamento de grãos acontece na prática. 

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