Quando se fala em máquina agrícola, é comum ouvir descrições genéricas. “Mais robusta”, “mais forte”, “mais tecnológica”. O problema é que essas palavras dizem pouco sobre o que realmente acontece no campo.
Na Serena 130T, a diferença não está em um item isolado. Está na forma como a engenharia foi pensada para resolver um problema específico: transformar milho em nutrição com o mínimo de desperdício de energia.
Nada ali é decorativo. Tudo tem função.
O erro invisível das máquinas tradicionais
Nas forrageiras convencionais, o corte acontece de forma ineficiente. A faca trabalha até o extremo do rotor, onde o esforço exigido do trator é maior. É ali que boa parte da potência é desperdiçada.
Esse desperdício não chama atenção visualmente, mas cobra seu preço. O trator trabalha pesado, o fluxo cai e sobra pouca energia para qualquer tecnologia adicional, como um processador de grãos eficiente.
Quando se tenta “melhorar” essa base antiga com adaptações, o gargalo permanece.
A Serena foi projetada para atacar exatamente esse ponto.
Corte para o centro: menos esforço, mais eficiência
Na Serena, o conceito é diferente. O material é conduzido para que o corte aconteça mais próximo ao centro de rotação do rotor.
Isso não é um detalhe construtivo. É uma escolha baseada em física. Quanto mais próximo do centro ocorre o corte, menor é o torque necessário para realizá-lo. O resultado é simples: menos esforço do trator para fazer o mesmo trabalho.
Esse ganho de eficiência não aparece em tabela técnica. Ele aparece na prática, quando a máquina trabalha sem sufocar, com corte limpo e fluxo constante.
A faca em formato de foice não é estética
A geometria da faca da Serena foi desenhada para conduzir o material ao ponto de maior eficiência energética. O formato de foice não “bate” o milho. Ele puxa, direciona e finaliza o corte onde o rotor exige menos esforço.
Essa faca não nasceu para ser fácil de fabricar. Nasceu para funcionar melhor. A fabricação veio depois.
Essa decisão resume bem a filosofia da Botier: primeiro resolver o problema, depois viabilizar o processo.
Onde a energia economizada é usada
Toda a eficiência conquistada no corte tem um destino claro: o processamento de grãos.
É aqui que muitas máquinas falham. Falta energia para alimentar um cracker de verdade. Na Serena, essa energia existe porque não foi desperdiçada antes.
O processador de grãos da Serena trabalha com dois rolos dentados girando a aproximadamente 4000 rpm, com uma diferença de rotação de 6%. Essa diferença faz com que o grão não seja apenas esmagado, mas cisalhado, destruindo sua estrutura e expondo o amido para digestão.
É isso que elimina o grão inteiro no esterco.
Não ajuste fino.
Não picado menor.
Engenharia.
Blower integrado: lançar sem roubar potência
Outro ponto crítico é o lançamento do material. A solução tradicional do mercado é adicionar um soprador separado, que consome potência e adiciona complexidade.
A Serena seguiu outro caminho. O ventilador é integrado ao próprio rotor, em uma câmara separada. O ar gerado auxilia o lançamento do material após o processamento, garantindo alcance e evitando embuchamento, sem exigir potência adicional de um sistema independente.
Mais uma vez, eficiência antes de força bruta.
Engenharia que vira resultado no campo
Quando esses elementos trabalham juntos, o resultado aparece de forma concreta:
– Corte limpo e uniforme
– Processamento real dos grãos
– Fluxo constante de material
– Menor exigência do trator
– Mais conforto para o operador
Não é uma soma de peças. É um sistema pensado para funcionar como um todo.
Não é milagre. É projeto.
A Serena 130T não entrega resultado porque tem “algo a mais”. Ela entrega resultado porque desperdiça menos. Menos energia perdida, menos milho jogado fora, menos tempo parado.
Quando a engenharia respeita a física e a realidade do campo, o resultado deixa de ser promessa e vira consequência.
Faca em foice, corte para o centro e cracker não são slogans. São decisões de engenharia.
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