Quantos cavalos um trator realmente precisa para processar grãos? 

Essa é uma das perguntas mais mal respondidas do mercado de silagem. E não por falta de informação, mas por excesso de promessa. 

Durante anos, produtores ouviram versões simplificadas demais: 
“Esse trator não aguenta.” 
“Com menos de X cavalos não funciona.” 
“Se colocar cracker, vai faltar força.” 

A realidade é mais complexa. E mais honesta. 

Funcionar não é o mesmo que entregar tudo 

Uma máquina pode funcionar com determinada potência e ainda assim não entregar todo o seu potencial. Confundir essas duas coisas é a origem de boa parte das frustrações no campo. 

A Botier nunca partiu da pergunta “qual o menor trator possível”. A pergunta correta sempre foi outra: 

“Como usar melhor a potência que o produtor já tem?” 

Essa mudança de foco muda tudo. 

Por que a potência virou um gargalo histórico 

As forrageiras tratorizadas tradicionais foram projetadas em uma época em que processamento de grãos não era prioridade. O corte desperdiça energia, o fluxo não é eficiente e sobra pouco para qualquer tecnologia adicional. 

Quando se tenta adaptar um cracker a essa base, o resultado é previsível. O trator passa a trabalhar no limite, a operação fica pesada e o produtor conclui que “não dá para processar grão com trator pequeno”. 

O problema nunca foi só o trator. 
Foi a forma como a máquina usava a energia dele. 

O que a Serena faz de diferente 

A Serena 130T foi projetada com uma premissa clara: eficiência energética vem antes de potência bruta

O conjunto de corte foi desenhado para reduzir o esforço no ponto onde as máquinas tradicionais mais desperdiçam energia. Ao trazer o corte para mais próximo do centro do rotor, a exigência de torque diminui. Isso não é opinião. É física. 

Essa eficiência permite que a máquina funcione em tratores menores em condições favoráveis e, ao mesmo tempo, escale sua performance conforme a potência disponível aumenta. 

Então, quantos cavalos são necessários? 

A resposta honesta é: depende do cenário

– Em terreno plano, milho dentro do padrão e operação consciente, a Serena funciona com tratores na faixa de 75 a 90 cv, entregando qualidade de silagem e processamento de grãos. 
– Em áreas mais exigentes, com terreno dobrado, milho pesado, barro ou necessidade de maior ritmo operacional, a máquina entrega seu máximo potencial a partir de 110 cv. 

Isso não é contradição. 
É transparência. 

Quanto mais potência disponível, mais folgada a operação, maior o fluxo de material e maior o conforto para o operador. A máquina não “pede” cavalo. Ela aproveita o cavalo que tem. 

Terreno, barro e produtividade importam — muito 

Potência não pode ser analisada isoladamente. Três fatores mudam completamente o jogo: 

– Topografia: áreas dobradas exigem mais do conjunto trator-máquina. 
– Condição de solo: colher com barro aumenta drasticamente a demanda de esforço. 
– Produtividade do milho: mais massa por hectare significa mais trabalho por minuto. 

Ignorar essas variáveis e prometer desempenho máximo em qualquer condição é o caminho mais curto para gerar frustração e queimar uma máquina boa. 

Honestidade técnica é parte do projeto 

A Botier não vende milagre. Vende engenharia bem aplicada. 

A Serena foi projetada para viabilizar o processamento de grãos em tratores tratorizados, algo que antes não funcionava. Mas ela não ignora os limites da física nem da operação agrícola real. 

Funcionar com menos potência é um mérito do projeto. 
Entregar tudo exige cenário adequado. 

E isso precisa ser dito com clareza. 

A pergunta certa não é “aguenta ou não aguenta” 

A pergunta correta é outra: 

“Em qual cenário essa máquina vai me deixar satisfeito no dia a dia?” 

Quando essa resposta é bem alinhada antes da compra, a máquina trabalha solta, o produtor fica satisfeito e a tecnologia entrega exatamente o que promete. 

Prometer menos e entregar mais nunca foi fraqueza. 
Sempre foi sinal de seriedade. 

Potência não é milagre. Projeto é. 

▶️ Neste vídeo, Emerson Speroni apresenta os conceitos técnicos da Serena 130T e explica como a máquina aproveita melhor a potência do trator. 

Compartilhe!

Facebook
Twitter
LinkedIn